Este filme foi ideal para explicar a dança das cadeiras que movimenta o cenário do futebol não só local. Parece-me que a questão do compromisso, a manutenção da palavra e, principalmente, o zelo da própria moral em algumas situações fica em segundo plano na hora de acertar com um novo clube. É um verdadeiro leilão de atletas, ou seja, leva quem pagar mais. Os dirigentes também são culpados não por excesso de confiança, mas por ainda apostarem no acerto de boca.
O zagueiro Romão apalavrou com o Guarany, acertou com o Santa Rita de Alagoas. No entanto, está treinando no São Domingos. O mesmo clube que levou Biro que estava apalavrado com o Guarany. E no Galo do Sertão, o lateral Kiko contou com o bom senso de Joaquim Feitosa. Isso porque o atleta tinha assinado com o América de Propriá anteriormente, mas o dirigente do Mequinha o liberou.
No rodízio, o zagueiro Váldson que assinou com River Plate e Sergipe também está incluso. Outro foi o goleiro Pablo que chegou a acertar com o América, se apresentou no Sete de Junho, porém já se mudou para o futebol da China, enquanto o meia Gilmar foi anunciado precipitadamente pelo São Domingos, passou apenas uma semana no Guarany, e já está de malas prontas para o futebol alemão.
São inúmeros os casos de acertos e desacertos entre dirigentes e atletas. Ninguém sabe quem é de quem nessa dança sem ritmo que não deixa lembranças positivas, afinal tem caso indo parar na Justiça. Enfim, pagando bem, que mal tem? Todo! O desfecho do filme é repetido.
Olá internautas! Nasci em 1992 na pacata Porto da Folha e acompanho o mundo da bola desde a infância. No rádio, dei o primeiro pontapé há um ano na Gazeta AM de Alagoas. Hoje, estou na Voz do Sertão pela Rádio Jornal e também escrevo aqui no Emsergipe.com